Não me lembre
Da noite em claro
Nem daquela febre
Que persiste no outono.
Não me lembre
Da escuridão vazia
Nem da noite quente
Dos papos de boemia.
Não me cale novamente
Não chore nem implore
Não lamente
Nem se quer me lembre
Daquelas noites em claro
De remorso e confusão
De tiritar das luzes
Fagulhas na minha mente.
Não me lembre
Dos soluços
Nem se quer do choro
Não se tormente.
Porque parece que a vida
Se torna tão insípida
Às vezes, que lamento,
Por breve momento
As escolhas fatídicas
Esperadas em cada esquina
Dos sonhos presentes
Por trás de um sofrimento.
Não me estrangule
Deixe corre um pouco solto
E depois me diga
Onde deu isso tudo.
Pode comer minhas carnes frias
E depois arrotar
Porque debaixo da pele
Há de brotar um outro sonho.
Voltar à relação de Poesias Avulsas
Voltar à página inicial
